quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Os professores devem emigrar

Vou ser franco. Desde que tomo atenção à política, nomeadamente à política que é praticada em Portugal cheia de meandros, que nunca tinha lido semelhante declaração tão chocante e ao mesmo tempo verdadeira. Há várias interpretações nesta frase que estalou toda a tinta:
  1. Pedro Passos Coelho como Primeiro-Ministro jamais poderá sair-se com tal frase. É uma pouca vergonha!!
  2. Significa que Portugal falhou! Para mim, é o resultado final de má política em anos consecutivos. Portugal à semelhança e a reboque de tantos outros países, formou demasiada gente perante o seu pequeno mercado de trabalho e economicamente não evoluiu. Isto é claro como a água e o resultado iria chegar. É pena que tudo de mau esteja a acontecer ao mesmo tempo.
  3. Emigrar é solução, sim é verdade. Para os tempos modernos em que se fala tanto de mobilidade, emigrar para adquirir novos conhecimentos e experiência é sem dúvida uma solução, mas é individual, nunca pode ser sugerida por um Primeiro-Ministro.
  4. Por último, significa que este governo, e aqui é que é mau, não tem capacidade para dar o próximo passo, ou seja, uma vez resolvido o problema das finanças, começar a dar independência ao nosso país que há muitos anos que a perdeu, pois depende e continua a depender exclusivamente do mercado e capitais externos.
Pedro Passos Coelho não esteve mal, esteve muito mal. Portugal e o governo português tem que contar com todos e tem, sobretudo, que reestruturar o seu péssimo sistema de ensino onde nem todos têm capacidade para seguir um curso superior, podendo ao invés disso serem quadros qualificados noutras tantas áreas que com o tempo morreram. Com isto, o pequeno comércio outro dos conceitos que desapareceu, tem que voltar a emergir e só assim deixar de uma vez por todas, sustentar os grandes interesses privados e económicos que manipulam a seu belo e próprio prazer este país que está na ruína...

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Pedro Nuno Santos - o exemplo


Pedro Nuno Santos, deputado na Assembleia da República diz que se está a marimbar para os credores e que Portugal não deveria pagar a sua dívida. Mas o que é isto???!!! Isto é digno de um deputado? Ou é mais um da escola de Sócrates?

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Pedro Mota Soares troca lampreta por Audi A7

Pedro Mota Soares do CDS-PP, Ministro da Solidariedade Social foi à tomada de posse do novo governo em funções de lampreta e causou sensação por ser um incentivo à continuidade da sua vida até ali, mas mais que isso, uma mudança aos gastos em veículos de alta cilindrada que para um país tão "rico" como o nosso, representa bem o verdadeiro caos financeiro que se instalou.

Pois bem, ao que parece não durou muito. De promessa a bidão de ouro, diria eu como no futebol. Pedro Mota Soares, tem agora um Audi A7 que custou-nos a todos a módica quantia de 86 mil €, matrícula de Junho de 2011, que para os tempos que correm, é um verdadeiro exemplo. Parabéns!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Subsídios de Férias e de Natal previstos no OAR

Afinal de contas os sacrifícios e a austeridade não são para todos. Ficam de fora as pensões vitalícias de antigos gestores e personalidades políticas, como os ex-presidentes da República, e ao que parece todos os funcionários da Assembleia da República. Ora vejam:


Vergonhoso!!!!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Austeridade atinge nível preocupante


Ontem à noite, o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho anunciou ao país as novas medidas que vão entrar em vigor consoante o Orçamento de Estado para 2012 e que tem consequências para 2013. Segue a lista:

  1. Eliminação dos subsídios de férias e de Natal para todos os trabalhadores da função pública que ganhem mais de 1000€. Os reformados e pensionistas que se encontrem nesta situação, terão a mesma penalização. Para quem ganhe entre 1000€ e o salário mínimo, é cortado um dos subsídios. Estas medidas substituem a anterior medida da redução da TSU.
  2. Aumento do horário de trabalho para o sector privado em mais meia-hora durante os próximos 2 anos.
  3. Ajustamento do calendário dos feriados de modo a haver menos pontes.
  4. Redução considerável da taxa intermédia do IVA de 13% que atinge vários sectores, nomeadamente do sector da restauração, que passa a ser taxada à taxa máxima de 23%. A hotelaria e golfe irão sofrer o mesmo aumento. Salvaguardam-se os sectores da agricultura, vinicultura e pescas.
  5. Impossibilidade de fazer deduções da Saúde e Educação no IRS
O défice brutal que é herdado do governo anterior, somando ao buraco financeiro brutal na Madeira de mais de mil milhões de €, ao de outros buracos que somam um total a rondar os 3 mil milhões de euros, fora outros que se vão descobrindo a cada dia que passa, são o resultado destas medidas. Foram anos a fio a roubar e chegou, finalmente, o tempo de pagar, pois o país só consegue sobreviver à custa do endividamento externo e não tem economia suficiente que sustente o estado actual das coisas.

Se não produzimos o suficiente, com tantas dívidas e buracos que aparecem vindos de todo o lado, não há milagres que consigam resolver aquilo que ninguém fez durante mais de 30 anos de democracia, especialmente os últimos 6 anos de péssima governação. O problema está precisamente aqui e, espero que em breve, chegaremos a ele. Quem é o responsável pelo estado das coisas? Porque é que são sempre os mesmos a pagar a factura, coisa que pelo caminhar das coisas, está a destruir em força a classe média? Porque é que não se activam os mecanismos ou se faça algo para que a Justiça, sector em péssimo estado, comece a dar resultados? Economia, quando é que aparecem ideias, reformas, novas legislações que permitam começar a idealizar algo que mude o rumo do país?

Não se enganem! Se tudo continuar com está, estas medidas não chegarão para suster o real estado do país. Haverá mais medidas, mais austeridade e chegaremos a um estado bem pior que aquele que aí vem para o ano. A minha grande questão está no nível de impostos a que estamos a chegar, pois está a chegar ao ponto da irresolubilidade e é muito grave!!!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Novas Medidas Austeridade com Aumento da Receita

O nosso Ministro das Finanças anunciou ontem mais um aumento da receita do estado para cobrir os enormes buracos que se vão descobrindo aqui e ali, sejam na Madeira, BPN ou algures, que estão na ordem de 1,5% do PIB. O PS e Sócrates trabalharam e preocuparam-se muito com o país. Sendo assim, até 2015 temos que aguentar o barco. Foi de tal modo que acredito que não tenhamos outro remédio que não este.

Vai então ser criada uma taxa adicional de 2,5% para aqueles que tenham rendimentos no último escalão do IRS, aumento de 3% no IRS das empresas que tenham um lucro superior a 1.500 milhões €, passagem a 21,5% nas mais valias mobiliárias e impossibilidade de descontos em despesas de saúde, educação e habitação nos dois últimos escalões. Toda a Função Pública ficará com os seus ordenados e pensões congelados, o que significará uma perda de compra face ao aumento da inflação, embora não abranja as pensões inferiores a 246€.

Vão ser tempos muito, muito difíceis, mas assim o povo escolheu e não falo destas últimas eleições onde finalmente se decidiu por bem, mas as anteriores que provocaram este descalabro nacional!

sábado, 27 de agosto de 2011

Onde andam os Boys do PSD?

Seria estranho que este novo governo fosse 100% correcto, ou seja, que nomeasse apenas pessoas para cargos que realmente interessam e que são úteis para o país. Dado que nos últimos anos o PS tem dominado e de que maneira o panorama nacional quanto a "Não há melhor que eu a roubar", o PSD + PP não se podiam ficar tanto atrás, mesmo sabendo que o PS tenha exagerado ao ponto do país estar como está.

Não bastam os mais que muitos impostos que se avizinham, seja nos bens primários ou nas primeiras necessidades das pessoas como por exemplo os transportes públicos, ou até nos vários cortes do estado que temos ouvido, a verdade é que as nomeações a cargos públicos não pararam ainda. O campeão ao que parece é Miguel Relvas, o Ministro dos Assuntos Parlamentares que só nomeou 65 pessoas, num total de 492 nomeações de todos ministérios.

Agradecemos a sinceridade por terem publicado finalmente tais dados, incluindo os rendimentos de cada um a público, assim como o aparente trabalho de seguir à risca o memorando da Troika, mas há que ter atenção! Começamos finalmente a perceber que afinal de contas, o país não precisa de políticos, precisa é de pessoas qualificadas que saibam dignificar o nome da nação e que o defenda, que é aquilo que vejo nos outros e muito pouco em nós...

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

BPN e Golden Shares

Uma das grandes broncas herdadas pelo governo anterior e caso em tribunal, o BPN, tem finalmente o encaminhamento devido por parte do Ministério das Finanças que me parece estar a arrumar bem a casa e em tão pouco tempo.

O BIC - Banco de capitais angolanos sediado em Lisboa e representado por Mira Amaral, comprou o BPN por 40 milhões de euros, muito longe dos 2,4 mil milhões de € gastos no processo de nacionalização em 2008. Segundo a secretária de estado Maria Albuquerque, o BIC apresentou a melhor proposta superando as outras apresentadas pelo Montepio que não se propôs a comprar o banco, mas sim ficar com as agências e com os sistemas de pagamentos e depósitos, nem tão pouco o Núcleo Estratégico de Investidores que queria dar até ao final do ano 5% de um montante na ordem dos 106 milhões de € e pagar o resto faseadamente por um período de 6 anos. Quanto a despedimentos, 750 dos 1580 trabalhadores estão salvaguardados para já, podendo o valor de custo dos despedimentos ascender aos 47 milhões de €, mas são contas ainda a fazer.

Francamente, acho que neste momento melhor não se poderia fazer, pois os encargos deste processo poderiam continuar a ascender sem parar, não havendo de futuro o mínimo de credibilidade necessária que hoje em dia está é fundamental no mundo dos mercados financeiros. No fundo, o estado livra-se dos problemas estruturais provocados pela anterior administração e o BIC propõe-se a ser mais um player no mercado nacional assumindo-os. É um bom negócio para ambas as partes.

Quanto às golden shares, o estado finalmente acabou com elas, o que quer dizer 2 coisas: deixa de ser ilegal para as regras de mercado, pois o proteccionismo do estado acaba. Por outro, as grandes empresas nacionais (Galp, EDP e PT), podem ser alvo de OPA's tal como a PT foi no passado pela Telefonica, possibilitando uma grande mudança estrutural e empresarial em Portugal, o que provavelmente implicará deslocalização de sedes e perca de empregos. Potencialmente perigoso, pois as grandes empresas aglutinam as mais pequenas, mas estas são as regras de mercado que Portugal tem que aprender a jogar. Ainda não aprendeu...

quinta-feira, 14 de julho de 2011

FLAMA reaparece


A antiga organização independentista e terrorista madeirense chamada FLAMA (Frente de Libertação do Arquipélago da Madeira) parece ter voltado ao activo após no passado dia 1 de Julho de 2011, dia em que se comemorou os 35 anos da autonomia da Madeira, ter colocado em vários pontos da ilha a sua bandeira.

Para quem vê pela primeira vez a bandeira reparerá na semelhança com a bandeira da região autónoma da Madeira, onde em vez da cruz de Cristo vermelha aparecem as 5 quinas a azul com as 5 chagas de Cristo. Em tudo o resto é igual!

Dizia-se que o actual e eterno Presidente da Madeira, Alberto João Jardim, seria um dos cabecilhas da organização que fez vários ataques bombistas nos anos 70.

Para os tempos que correm, onde se fala cada vez mais das despesas abusivas do Estado e dos dinheiros que as regiões autónomas recebem na ordem dos muitos milhões a mais todos os anos comparativamente com outras regiões do país menos desenvolvidas, faz com que se pense que a Madeira poderia pela primeira vez ser efectivamente autónoma. O que é muito grave é que isto tenha acontecido, pois tudo aquilo que é contra a pátria deve ser imediatamente investigado e punido. Muitos dizem que a Madeira suga muito  dinheiro e era bem feito ficarem por si sós. Eu acho do mais gravoso possível, pois tal facto significa a divisão em retalhos do país e a perca de um território histórico e valioso que também é Portugal.

Espero que as autoridades nacionais, não só regionais pois isso significa que a história morrerá como tantas outras, descubram a raíz deste problema e o aniquilem rapidamente. Por Portugal!

quarta-feira, 13 de julho de 2011

A História da Mãe do Sócrates

Tenho uma óptima história para vos contar. É sobre esta senhora que vemos na fotografia e que vai beijar Sócrates. Esta senhora é a mãe de Sócrates. Por curiosidade, vemos Edite Estrela ao canto da fotografia.

Pois bem, segundo o Correio da Manhã que publicou esta notícia há já alguns tempos atrás, mas eu não poderia deixar de referenciá-la aqui no blog, a D. Adelaide comprou a pronto uma casa no 4º andar do prédio Heron, que fica na rua Braancamp nº40, em Lisboa. Fica ali bem perto do Marquês de Pombal. Estamos a falar de um imóvel que custou, repito a pronto, 224 mil € a uma empresa offshore em Novembro de 1998.

Bom, partindo do princípio da honestidade e do bom senso que abunda neste país em que nunca ninguém cometeu nenhum crime ligado à corrupção, em especial as pessoas que ocupam cargos altos, podemos todos concluir que a família de Sócrates é abastada. De facto, consta que D. Adelaide vivia em Cascais e vendeu a sua casa nesse mesmo ano, bem como herdou uma pequena fortuna do seu pai.

Pois bem, o problema está que a D. Adelaide declarou também em 1998 um rendimento inferior a 250€, o que pressupõe não ter outra pensão vinda da Segurança Social ou da CGA. Trabalhou como empregada doméstica e fazendo uns biscates por aqui ou ali. Mas a partir desse ano, magicamente, passou a ganhar uma nova pensão superior a 3000€!!! Eh, lá!!!! Que fabuloso cargo desempenhado no glorioso ano de 1998 fez com que esta senhora com mais de 65 anos, que aparentemente não tem qualificações por aí além, conseguisse este número tão redondo. Portanto, uma casa a pronto e uma reforma choruda de mais de 3000€. Boa história, não acham?

Espero que tenham gostado. Foi especialmente dirigida a todos aqueles que pagam impostos, que trabalham durante uma vida inteira e que no fim, conseguem ter uma reforma minimamente razoável. Mas para a D. Adelaide? Eu sei o que deve ter acontecido. É como se eu ganhasse a lotaria sem ter comprado uma cautela ;)